Dia 9 de Dezembro é comemorado o dia do Alcoólico Recuperado. Confira agora algumas dicas para quem quer largar o alcoól que selecionamos para você colocar no Msn ou Orkut.
Sofrimento, destruição, angústia e dor. Essas características estão presentes nos relatos de muitas famílias que passaram pela experiência do alcoolismo. Enganam-se os que pensam que somente o dependente é prejudicado.
É comum observarmos nas ruas de São João, nas praças e em várias outras localidades, pessoas embriagadas e jogadas ao chão por consequência do álcool. Em outros casos, o fruto da embriaguez é notado pelas brigas, acusações e agressões físicas dentro do próprio lar, o que desestrutura o bom relacionamento familiar.
Com o objetivo de diminuir a incidência deste mal no dia-a-dia dos brasileiros e visando a conscientização por parte dos dependentes quanto à importância da sobriedade em suas vidas, vários grupos se mobilizam diariamente. São grupos de apoio, como: Alcoólicos Anônimos (AA), o Projeto Fênix, acompanhamento de religiosos e outras várias organizações. Atualmente é comum, inclusive, vermos a participação da mídia como objeto de informação.
Em São João, inúmeras pessoas já passaram por sérios problemas no alcoolismo, entretanto, hoje já não são mais escravos do vício, e se encontram em estado de recuperação. Como dizem alguns em seus testemunhos, “a luta em deter o desejo de ingerir o álcool é grande, mas a conquista da sobriedade é bem maior”, ou “A cada dia, mais um dia”.
Hoje, dia 9, em reconhecimento a esta importante data, O MUNICIPIO aborda o tema “Dia do alcoólico recuperado”, ouvindo a irmandade ‘Alcoólicos Anônimos’ sobre o modo correto de se relacionar com o alcoólatra, vítima do alcoolismo, que hoje desfruta de uma realidade vitoriosa.
Apesar de desconhecer a data comemorativa, a irmandade admite a importância da mesma, mas acredita que ao invés de nomear como ‘recuperado’, seria mais prudente que a data fosse tratada como ‘Dia do Alcoólico em Recuperação’.
“Para a sociedade ou pelo menos para a maioria das pessoas, nós estamos recuperados. Contudo, aqui dentro da irmandade, nós temos consciência de que estamos em recuperação”, aponta um dos alcoólicos anônimos entrevistado pela reportagem.
Ele explica que, nas reuniões do AA, vários testemunhos pessoais são transmitidos por aqueles que passaram pelo problema do alcoolismo, objetivando transmitir a mensagem ao alcoólatra de que não estão recuperados, mas vivem em constante recuperação.
Segundo ele, o alcoolismo é visto como uma doença crônica, como o diabetes, e que há necessidade de tratamento constante, conforme constatou, em 1945, a OMS – Organização Mundial de Saúde, que, além de grave, é uma doença e que atinge cerca de 10% da população mundial.
ATRAÇÃO
O membro do AA explica que não há promoção para que um indivíduo alcoólatra participe da irmandade, mas existe um relacionamento baseado na atração. Mas como funciona?
Por exemplo, o anônimo relata que bebeu durante 18 anos e, nesse período, só aprontou na sua vida; teve muitas perdas. “O bêbado é o louco temporário. Muitas pessoas me conheceram na época de ativo no alcoolismo e presenciaram o que eu fiz. Depois que eu parei de beber, mudei minha conduta, retornei à sociedade, passei a ter um convívio melhor com minha família, meu trabalho. Comecei a ser uma pessoa responsável. Isso se tornou uma atração para as pessoas, pois muitos diziam: “Olha! Aquele fulano bebia. Ele mudou! Por que?”.
Essa mudança constante de comportamento, segundo ele, atrai as pessoas, desperta a busca por ajuda, “a ter uma mudança de atitude, uma atitude de mudança dos velhos hábitos”.
Para ele, aquelas pessoas que o viam no bar, nunca mais o viram. E, quando o encontraram e perceberam que ele havia abandonado os velhos hábitos, quiseram entender o porquê. “Foram despertados e atraídos pela minha mudança”.
No entanto, ele ressalta a consciência dentre os membros da irmandade, de que são impotentes perante o álcool.
“Não existe o beber socialmente, não importa o teor alcoólico da bebida. O alcoólatra bebe para sentir o efeito da bebida e não o seu sabor. Uma dose já é demais e uma garrafa não satisfaz. Não há meio termo. É oito ou oitenta. Ou continua bebendo e tem uma morte prematura, ou interrompe e tem uma vida feliz”, relata.
Mas, de acordo com o anônimo, é difícil para o alcoólatra entender que não há meio termo, pois também é uma doença da mente. “Tem muitos que, depois de total abstinência do álcool, acreditam que são capazes de beber normalmente. Isso acontece”, reconhece.
Por isso, o membro do AA reforça que alcoólatra tem que manter o equilíbrio constante, pois “uma vez alcoólatra, sempre alcoólatra”.
No final da entrevista e em um momento de descontração, o anônimo explica a diferença entre o alcoólatra e o alcoolista. “Certa vez li que o alcoolista é o fabricante e o alcoólatra é aquele que idolatra a bebida. Na realidade, é bem isso. O álcool é o grande amor da vida, é seu ídolo”, ironiza.
Há também os que satirizam dizendo toda a vez que vão brindar o primeiro copo de cerveja ou outra bebida qualquer, que o primeiro gole é sempre para o ‘santo’. “Na minha época de alcoolismo, se toda vez eu desse uma dose para o santo, ele viveria embriagado, com cirrose ou já estaria morto”, termina.
OS DOZE PASSOS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
O sucesso do programa de A.A. (Alcoólicos Anônimos) deve-se ao fato de que quem não está bebendo tem uma excepcional facilidade de ajudar um bebedor problema.
Esta é a simplicidade do Programa de A.A., quando um alcoólico recuperado pelos passos, relata seus problemas com a bebida, descreve como está sua sobriedade e o que encontraram em A.A. e abordam um provável ingressante a experimentar essa possibilidade.
O centro desse programa sugerido é baseado em doze passos que estão descritos a seguir:
1. Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
2. Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.
3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
4. Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7. Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
8. Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.
Dia 9 de Dezembro é comemorado o dia do Alcoólico Recuperado. Confira agora algumas dicas para quem quer largar o alcoól que selecionamos para você colocar no Msn ou Orkut.
mensagem dia do alcoólico recuperado

Sofrimento, destruição, angústia e dor. Essas características estão presentes nos relatos de muitas famílias que passaram pela experiência do alcoolismo. Enganam-se os que pensam que somente o dependente é prejudicado.
É comum observarmos nas ruas de São João, nas praças e em várias outras localidades, pessoas embriagadas e jogadas ao chão por consequência do álcool. Em outros casos, o fruto da embriaguez é notado pelas brigas, acusações e agressões físicas dentro do próprio lar, o que desestrutura o bom relacionamento familiar.
Com o objetivo de diminuir a incidência deste mal no dia-a-dia dos brasileiros e visando a conscientização por parte dos dependentes quanto à importância da sobriedade em suas vidas, vários grupos se mobilizam diariamente. São grupos de apoio, como: Alcoólicos Anônimos (AA), o Projeto Fênix, acompanhamento de religiosos e outras várias organizações. Atualmente é comum, inclusive, vermos a participação da mídia como objeto de informação.
Em São João, inúmeras pessoas já passaram por sérios problemas no alcoolismo, entretanto, hoje já não são mais escravos do vício, e se encontram em estado de recuperação. Como dizem alguns em seus testemunhos, “a luta em deter o desejo de ingerir o álcool é grande, mas a conquista da sobriedade é bem maior”, ou “A cada dia, mais um dia”.
Hoje, dia 9, em reconhecimento a esta importante data, O MUNICIPIO aborda o tema “Dia do alcoólico recuperado”, ouvindo a irmandade ‘Alcoólicos Anônimos’ sobre o modo correto de se relacionar com o alcoólatra, vítima do alcoolismo, que hoje desfruta de uma realidade vitoriosa.
Apesar de desconhecer a data comemorativa, a irmandade admite a importância da mesma, mas acredita que ao invés de nomear como ‘recuperado’, seria mais prudente que a data fosse tratada como ‘Dia do Alcoólico em Recuperação’.
“Para a sociedade ou pelo menos para a maioria das pessoas, nós estamos recuperados. Contudo, aqui dentro da irmandade, nós temos consciência de que estamos em recuperação”, aponta um dos alcoólicos anônimos entrevistado pela reportagem.
Ele explica que, nas reuniões do AA, vários testemunhos pessoais são transmitidos por aqueles que passaram pelo problema do alcoolismo, objetivando transmitir a mensagem ao alcoólatra de que não estão recuperados, mas vivem em constante recuperação.
Segundo ele, o alcoolismo é visto como uma doença crônica, como o diabetes, e que há necessidade de tratamento constante, conforme constatou, em 1945, a OMS – Organização Mundial de Saúde, que, além de grave, é uma doença e que atinge cerca de 10% da população mundial.
ATRAÇÃO
O membro do AA explica que não há promoção para que um indivíduo alcoólatra participe da irmandade, mas existe um relacionamento baseado na atração. Mas como funciona?
Por exemplo, o anônimo relata que bebeu durante 18 anos e, nesse período, só aprontou na sua vida; teve muitas perdas. “O bêbado é o louco temporário. Muitas pessoas me conheceram na época de ativo no alcoolismo e presenciaram o que eu fiz. Depois que eu parei de beber, mudei minha conduta, retornei à sociedade, passei a ter um convívio melhor com minha família, meu trabalho. Comecei a ser uma pessoa responsável. Isso se tornou uma atração para as pessoas, pois muitos diziam: “Olha! Aquele fulano bebia. Ele mudou! Por que?”.
Essa mudança constante de comportamento, segundo ele, atrai as pessoas, desperta a busca por ajuda, “a ter uma mudança de atitude, uma atitude de mudança dos velhos hábitos”.
Para ele, aquelas pessoas que o viam no bar, nunca mais o viram. E, quando o encontraram e perceberam que ele havia abandonado os velhos hábitos, quiseram entender o porquê. “Foram despertados e atraídos pela minha mudança”.
No entanto, ele ressalta a consciência dentre os membros da irmandade, de que são impotentes perante o álcool.
“Não existe o beber socialmente, não importa o teor alcoólico da bebida. O alcoólatra bebe para sentir o efeito da bebida e não o seu sabor. Uma dose já é demais e uma garrafa não satisfaz. Não há meio termo. É oito ou oitenta. Ou continua bebendo e tem uma morte prematura, ou interrompe e tem uma vida feliz”, relata.
Mas, de acordo com o anônimo, é difícil para o alcoólatra entender que não há meio termo, pois também é uma doença da mente. “Tem muitos que, depois de total abstinência do álcool, acreditam que são capazes de beber normalmente. Isso acontece”, reconhece.
Por isso, o membro do AA reforça que alcoólatra tem que manter o equilíbrio constante, pois “uma vez alcoólatra, sempre alcoólatra”.
No final da entrevista e em um momento de descontração, o anônimo explica a diferença entre o alcoólatra e o alcoolista. “Certa vez li que o alcoolista é o fabricante e o alcoólatra é aquele que idolatra a bebida. Na realidade, é bem isso. O álcool é o grande amor da vida, é seu ídolo”, ironiza.
Há também os que satirizam dizendo toda a vez que vão brindar o primeiro copo de cerveja ou outra bebida qualquer, que o primeiro gole é sempre para o ‘santo’. “Na minha época de alcoolismo, se toda vez eu desse uma dose para o santo, ele viveria embriagado, com cirrose ou já estaria morto”, termina.
OS DOZE PASSOS DE ALCOÓLICOS ANÔNIMOS
O sucesso do programa de A.A. (Alcoólicos Anônimos) deve-se ao fato de que quem não está bebendo tem uma excepcional facilidade de ajudar um bebedor problema.
Esta é a simplicidade do Programa de A.A., quando um alcoólico recuperado pelos passos, relata seus problemas com a bebida, descreve como está sua sobriedade e o que encontraram em A.A. e abordam um provável ingressante a experimentar essa possibilidade.
O centro desse programa sugerido é baseado em doze passos que estão descritos a seguir:
1. Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
2. Viemos a acreditar que um Poder Superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.
3. Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
4. Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
6. Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7. Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
8. Fizemos uma relação de todas as pessoas a quem tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-las significasse prejudicá-las ou a outrem.
10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11. Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
12. Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a estes Passos, procuramos transmitir esta mensagem aos alcoólicos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.