Mensagem Dia do Cinema Brasileiro



Dia 5 de Novembro é Dia do Cinema brasileiro e para homenagear todas aquelas pessoas que trabalham duro para fazer filmes cada vez melhores conheça um pouco da origem do cinema brasileiro.
A primeira sessão pública de cinema no Brasil foi realizada no Rio de Janeiro em 8 de julho de 1896, apenas 7 meses após a histórica exibição dos filmes dos irmãos Lumiere em Paris. Um ano depois, Paschoal Segreto (1868-1920) e José Roberto Cunha Salles inauguram uma sala permanente na rua do Ouvidor. Em 1898, Afonso Segreto (1875-1920), realiza o 1º filme brasileiro: algumas cenas da Baia de Guanabara. Paralelamente são produzidos pequenos filmes sobre o cotidiano carioca e filmagens de lugares importantes da cidade, no estilo dos documentários franceses do início do século.
Primeiros filmes: a partir de 1907, com a inauguração da usina de Ribeirão das Lages para fornecimento de energia elétrica, mais de uma dezena de salas de exibição é aberta no Rio de Janeiro e em São Paulo. A apresentação de filmes estrangeiros é acompanhada por um aumento da produção nacional. São feitos tantos documentários em curta metragem como filmes de ficção cada vez mais longos. Os “Estranguladores”–1908, de Antonio Leal, baseado em fato policial verídico, com cerca de 40 minutos de projeção, é considerado o 1º filme de ficção brasileiro. Entre 1908 e 1911, desenvolvem-se vários gêneros: melodramas tradicionais a (Cabana do Pai Tomás), dramas históricos (A República Portuguesa), patrióticos (A Vida do Barão do Rio Branco); religiosos, carnavalescos, comédias, etc. Essa produção é reduzida nos anos seguintes sob o impacto da concorrência estrangeira. Muitos profissionais abandonam a atividade e outros sobrevivem fazendo “cinema de cavação” – documentários sob encomenda. Em 1915, são produzidas várias fitas, inspiradas na literatura brasileira como a Moreninha, O Guarani e Iracema. Na mesma época, Cristovão Guilherme Auler e Francisco Serrador realizam os chamados filmes cantados ou falados, em que os artistas se escondem atrás das telas e acompanham com a voz a movimentação das imagens, como em “A Viúva Alegre”. No gênero filme revista que invoca figuras e acontecimentos político-sociais da época, destaca-se “Paz e Amor” (1910), o 1o do gênero produzido por Auler e filmado por Alberto Botelho. Em 1923, os filmes limitavam-se às produções regionais: “Os Três Irmãos” – 1925, “Na Primavera da Vida” – 1926; “Amor que Redime” – 1928; e personagens que lembram os cowbois, os jangadeiros, os coronéis, o cangaceiro, etc. Em 1929, é lançado o 1o filme nacional inteiramente sonorizado, “Acabaram-se os Otários”, de Luís de Barros. Em 1930, Mário Peixoto realiza o “Vanguardista Limite”, influenciado pelo cinema europeu. Nas décadas de 30, 40 e 50, o cinema brasileiro é marcado pelo aparecimento de grandes estúdios cinematográficos. O primeiro a ser inaugurado é a Companhia Cinedia, no Rio de Janeiro, em 1930, por Ademar Gonzaga: produz comédias musicais que ficam conhecidas genericamente por “Chanchadas”. Em 1933, Adhemar Gonzaga dirige “A Voz do Carnaval”, com a cantora Carmem Miranda. O mais ousado investimento da indústria do cinema brasileiro é a Companhia Vera Cruz, que surge em São Bernardo do Campo – SP em 1949. Contrata técnicos estrangeiros e tenta fazer produções mais sofisticadas, como “Floradas na Serra”, “Tico-tico no Fubá”, “O Canto do Mar”, o Cangaceiro – (1953). Amácio Mazzaropi, um dos grandes nomes da Companhia, vive o personagem caipira mais bem sucedido no cinema nacional.
Dia 5 de Novembro é Dia do Cinema brasileiro e para homenagear todas aquelas pessoas que trabalham duro para fazer filmes cada vez melhores conheça um pouco da origem do cinema brasileiro.
mensagem dia do cinema brasileiro
A primeira sessão pública de cinema no Brasil foi realizada no Rio de Janeiro em 8 de julho de 1896, apenas 7 meses após a histórica exibição dos filmes dos irmãos Lumiere em Paris. Um ano depois, Paschoal Segreto (1868-1920) e José Roberto Cunha Salles inauguram uma sala permanente na rua do Ouvidor. Em 1898, Afonso Segreto (1875-1920), realiza o 1º filme brasileiro: algumas cenas da Baia de Guanabara. Paralelamente são produzidos pequenos filmes sobre o cotidiano carioca e filmagens de lugares importantes da cidade, no estilo dos documentários franceses do início do século.
Primeiros filmes: a partir de 1907, com a inauguração da usina de Ribeirão das Lages para fornecimento de energia elétrica, mais de uma dezena de salas de exibição é aberta no Rio de Janeiro e em São Paulo. A apresentação de filmes estrangeiros é acompanhada por um aumento da produção nacional. São feitos tantos documentários em curta metragem como filmes de ficção cada vez mais longos. Os “Estranguladores”–1908, de Antonio Leal, baseado em fato policial verídico, com cerca de 40 minutos de projeção, é considerado o 1º filme de ficção brasileiro. Entre 1908 e 1911, desenvolvem-se vários gêneros: melodramas tradicionais a (Cabana do Pai Tomás), dramas históricos (A República Portuguesa), patrióticos (A Vida do Barão do Rio Branco); religiosos, carnavalescos, comédias, etc. Essa produção é reduzida nos anos seguintes sob o impacto da concorrência estrangeira. Muitos profissionais abandonam a atividade e outros sobrevivem fazendo “cinema de cavação” – documentários sob encomenda. Em 1915, são produzidas várias fitas, inspiradas na literatura brasileira como a Moreninha, O Guarani e Iracema. Na mesma época, Cristovão Guilherme Auler e Francisco Serrador realizam os chamados filmes cantados ou falados, em que os artistas se escondem atrás das telas e acompanham com a voz a movimentação das imagens, como em “A Viúva Alegre”. No gênero filme revista que invoca figuras e acontecimentos político-sociais da época, destaca-se “Paz e Amor” (1910), o 1o do gênero produzido por Auler e filmado por Alberto Botelho. Em 1923, os filmes limitavam-se às produções regionais: “Os Três Irmãos” – 1925, “Na Primavera da Vida” – 1926; “Amor que Redime” – 1928; e personagens que lembram os cowbois, os jangadeiros, os coronéis, o cangaceiro, etc. Em 1929, é lançado o 1o filme nacional inteiramente sonorizado, “Acabaram-se os Otários”, de Luís de Barros. Em 1930, Mário Peixoto realiza o “Vanguardista Limite”, influenciado pelo cinema europeu. Nas décadas de 30, 40 e 50, o cinema brasileiro é marcado pelo aparecimento de grandes estúdios cinematográficos. O primeiro a ser inaugurado é a Companhia Cinedia, no Rio de Janeiro, em 1930, por Ademar Gonzaga: produz comédias musicais que ficam conhecidas genericamente por “Chanchadas”. Em 1933, Adhemar Gonzaga dirige “A Voz do Carnaval”, com a cantora Carmem Miranda. O mais ousado investimento da indústria do cinema brasileiro é a Companhia Vera Cruz, que surge em São Bernardo do Campo – SP em 1949. Contrata técnicos estrangeiros e tenta fazer produções mais sofisticadas, como “Floradas na Serra”, “Tico-tico no Fubá”, “O Canto do Mar”, o Cangaceiro – (1953). Amácio Mazzaropi, um dos grandes nomes da Companhia, vive o personagem caipira mais bem sucedido no cinema nacional.
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