Dia 13 de Dezembro é o Dia do Marinheiro. Confira agora esta bela mensagem que selecionamos para fazer uma homenagem a todos os marinheiros do mundo. Parabéns Marinheiro, que este dia seja muito feliz para você.
No dia do nascimento do Patrono da Marinha do Brasil, Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, comemoramos, em sua homenagem, o Dia do Marinheiro. Filho de um patrão-mor da barra do Rio Grande, o jovem Marques Lisboa passou a sua infância em contato permanente com o mar, acompanhando o pai, em plena atividade, a dirigir os práticos da região. Vendo como agiam e trabalhavam; ouvindo suas histórias e cantigas; e partilhando, apesar da pouca idade, de suas alegrias e tristezas, Tamandaré, pouco a pouco, afeiçoava-se às coisas do mar e sedimentava, no seu subconsciente, uma vocação marinheira, natural e espontânea.
Proclamada a independência, o Imperador convocou os portugueses residentes no Brasil a jurarem-lhe fidelidade ou, caso não quisessem aceitar tal exigência, a retirarem-se incontinente para Lisboa. Essa histórica decisão acarretou um grande êxodo de oficiais e marinheiros dos navios portugueses. Alguns desses navios, permanecendo no Brasil, foram incorporados ao patrimônio do país, para constituírem nossa primeira’ Esquadra.
A situação ficou particularmente mais grave na então Província da Bahia, onde tropas portuguesas relutavam em reconhecer a soberania do Brasil. Para vence-las, o Imperador decidiu empregar a Esquadra Brasileira, ainda incipiente, precisando, para guarnece-la, contratar oficiais ingleses e franceses, além de convocar voluntários portugueses, fiéis ao Brasil, e aos próprios brasileiros.
Joaquim Marques Lisboa, aos quinze anos de idade, foi um dos brasileiros que atenderam a esse chamamento. Engajado na categoria de voluntário da Armada, para exercer os serviços pertinentes a piloto e marinheiro, ele embarcou na Fragata “Niterói”, então sob o comando do Capitão-de-Fragata João Taylor, onde tremulava o pavilhão do Almirante Thomas Cochrane, Comandante-em-Chefe da Esquadra.
A bordo da “Niterói”, Tamandaré participou da primeira grande epopéia naval brasileira, que foi a de expulsar a esquadra portuguesa das costas da Bahia, perseguindo-a até as proximidades do litoral de Portugal.
Após o regresso da “Niterói” ao Brasil, Marques Lisboa foi matriculado no primeiro ano da Academia Imperial de Marinha. Não chegou, entretanto, a concluir o curso. A autoridade do Imperador voltou a ser desafIada nas Províncias do Maranhão e do Pará, exigindo, novamente, a presença da nossa Esquadra. Ao tomar conhecimento de que uma Divisão Naval aprestava-se para seguir em direção ao Norte, Marques Lisboa pleiteou interromper o curso e embarcar em um dos navios, ainda como voluntário, o que foi autorizado, inclusive com a interferência do próprio Almirante Cochrane.
Na Província do Maranhão, por ocasião do enfrentamento à denominada Confederação do Equador, o destino juntaria, pela primeira vez, aqueles que seriam os dois maiores vultos da nossa história militar e naval: os futuros Duque de Caxias, como segundo-tenente do Exército, e Marquês de Tamandaré, como voluntário da Armada.
o desempenho do jovem Marques Lisboa nas ações desencadeadas pela Esquadra, para apaziguar as províncias do Maranhão e Pará, foi tão marcante, que o próprio Imperador promoveu-o ao posto de segundo-tenente. Ele alcançava, dessa forma, como decorrência de invulgar participação nos combates pela consolidação da independência, a patente de oficial. A partir daí, atuaria em todas as lutas do Brasil Império, internas e externas, até atingir o último posto da carreira, o de Almirante, sem que o seu glorioso pavilhão jamais conhecesse uma derrota.
Mas não foi só contra os inimigos que o nosso Patrono demonstrou arrojo e coragem física. Foi, também, em vários outros episódios, quando vidas se achavam em risco, e ele, arriscando a própria vida, prestou socorro a pessoas e navios, nacionais e estrangeiros, que se encontravam em situações de perigo. Dentre os que foram socorridos por Tamandaré, em mais uma demonstração da grandeza de seu caráter, podemos citar o Próprio Imperador D. Pedro lI; o então Primeiro- Tenente Francisco Manuel Barroso, futuro Barão do Amazonas e herói de Riachuelo; e um velho negro escravo.
o incontestável prestígio que conquistou rendeu-lhe as principais homenagens que a nação brasileira poderia oferecer. A última delas, por iniciativa do Senador Maguito Vilela e decisão do Congresso Nacional, foi a inscrição de seu nome no Livro do’s Heróis da Pátria, que fica guardado no panteão localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Ao morrer, em 20 de março de 1897, Tamandaré deixou um testamento que até hoje emociona aqueles que o lêem. Nele expressou o seu último pedido:
“Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha Pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva:
Aqui jaz o Velho Marinheiro.”
Por não ter sido encontrado, à época, esse precioso documento, o último
desejo do nosso Patrono só foi plenamente atendido em 17 de dezembro de 1994. Nessa data, os seus restos mortais foram depositados no panteão erguido em sua homenagem, na cidade em que nasceu, Rio Grande, após terem sido transportados do Rio de Janeiro, pela Fragata “Niterói”, navio com o mesmo nome daquele em que Tamandaré embarcou, pela primeira vez, como voluntário da Armada.
Na lápide do Panteão de Tamandaré, em Rio Grande, encontra-se escrito: “Aqui jaz o Velho Marinheiro”.
Diz-se que o melhor do Brasil é o brasileiro’. A Marinha, como não poderia deixar de ser, concorda com tal citação. Mas acrescenta, com orgulho, que um dos melhores brasileiros foi marinheiro e chama-se Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré. Meus comandados! Esse é o nosso Patrono. Iluminados pelo seu exemplo, orgulhemo-nos, também, como ele, de sermos marinheiros.
Marinheiros porque um dia, ainda jovens, estendemos o nosso braço direito e, diante da bandeira, juramos à Pátria o sacrifício da própria vida.
Marinheiros porque aprendemos, em nossas escolas de formação, o que é civismo, respeito e responsabilidade.
Marinheiros porque, quando embarcamos, entendemos que a soma do que fazemos e vivemos é sempre pelo nosso navio. Esse sentimento, ao qual chamamos de “espírito de navio”, só nós, marinheiros, sabemos o que é.
Não cultuamos o corporativismo que significa o bem de cada um protegido às custas do desmerecimento da Instituição. Mas sim aquele que significa o bem da Instituição protegido pelo merecimento de cada um, independentemente de posto ou graduação.
Vibramos a cada demonstração de competência da nossa Marinha e nos empenhamos para que isso continue a ocorrer, superando desafios e não nos deixando vencer por dificuldades conjunturais.
Pois além de sermos marinheiros, somos, antes de tudo, brasileiros, e não desistimos nunca.
Marinheiros e Fuzileiros! Tamandaré é nosso maior patrimônio. Sejamos dignos dele, demonstrando profissionalismo, dedicação, disciplina, amor à nossa Instituição e, sobretudo, ao Brasil, como fez o nosso Patrono e como sempre se fez na Marinha.
Dia 13 de Dezembro é o Dia do Marinheiro. Confira agora esta bela mensagem que selecionamos para fazer uma homenagem a todos os marinheiros do mundo. Parabéns Marinheiro, que este dia seja muito feliz para você.

mensagem dia do Marinheiro

No dia do nascimento do Patrono da Marinha do Brasil, Almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré, comemoramos, em sua homenagem, o Dia do Marinheiro. Filho de um patrão-mor da barra do Rio Grande, o jovem Marques Lisboa passou a sua infância em contato permanente com o mar, acompanhando o pai, em plena atividade, a dirigir os práticos da região. Vendo como agiam e trabalhavam; ouvindo suas histórias e cantigas; e partilhando, apesar da pouca idade, de suas alegrias e tristezas, Tamandaré, pouco a pouco, afeiçoava-se às coisas do mar e sedimentava, no seu subconsciente, uma vocação marinheira, natural e espontânea.

Proclamada a independência, o Imperador convocou os portugueses residentes no Brasil a jurarem-lhe fidelidade ou, caso não quisessem aceitar tal exigência, a retirarem-se incontinente para Lisboa. Essa histórica decisão acarretou um grande êxodo de oficiais e marinheiros dos navios portugueses. Alguns desses navios, permanecendo no Brasil, foram incorporados ao patrimônio do país, para constituírem nossa primeira’ Esquadra.

A situação ficou particularmente mais grave na então Província da Bahia, onde tropas portuguesas relutavam em reconhecer a soberania do Brasil. Para vence-las, o Imperador decidiu empregar a Esquadra Brasileira, ainda incipiente, precisando, para guarnece-la, contratar oficiais ingleses e franceses, além de convocar voluntários portugueses, fiéis ao Brasil, e aos próprios brasileiros.

Joaquim Marques Lisboa, aos quinze anos de idade, foi um dos brasileiros que atenderam a esse chamamento. Engajado na categoria de voluntário da Armada, para exercer os serviços pertinentes a piloto e marinheiro, ele embarcou na Fragata “Niterói”, então sob o comando do Capitão-de-Fragata João Taylor, onde tremulava o pavilhão do Almirante Thomas Cochrane, Comandante-em-Chefe da Esquadra.

A bordo da “Niterói”, Tamandaré participou da primeira grande epopéia naval brasileira, que foi a de expulsar a esquadra portuguesa das costas da Bahia, perseguindo-a até as proximidades do litoral de Portugal.

Após o regresso da “Niterói” ao Brasil, Marques Lisboa foi matriculado no primeiro ano da Academia Imperial de Marinha. Não chegou, entretanto, a concluir o curso. A autoridade do Imperador voltou a ser desafIada nas Províncias do Maranhão e do Pará, exigindo, novamente, a presença da nossa Esquadra. Ao tomar conhecimento de que uma Divisão Naval aprestava-se para seguir em direção ao Norte, Marques Lisboa pleiteou interromper o curso e embarcar em um dos navios, ainda como voluntário, o que foi autorizado, inclusive com a interferência do próprio Almirante Cochrane.

Na Província do Maranhão, por ocasião do enfrentamento à denominada Confederação do Equador, o destino juntaria, pela primeira vez, aqueles que seriam os dois maiores vultos da nossa história militar e naval: os futuros Duque de Caxias, como segundo-tenente do Exército, e Marquês de Tamandaré, como voluntário da Armada.

o desempenho do jovem Marques Lisboa nas ações desencadeadas pela Esquadra, para apaziguar as províncias do Maranhão e Pará, foi tão marcante, que o próprio Imperador promoveu-o ao posto de segundo-tenente. Ele alcançava, dessa forma, como decorrência de invulgar participação nos combates pela consolidação da independência, a patente de oficial. A partir daí, atuaria em todas as lutas do Brasil Império, internas e externas, até atingir o último posto da carreira, o de Almirante, sem que o seu glorioso pavilhão jamais conhecesse uma derrota.

Mas não foi só contra os inimigos que o nosso Patrono demonstrou arrojo e coragem física. Foi, também, em vários outros episódios, quando vidas se achavam em risco, e ele, arriscando a própria vida, prestou socorro a pessoas e navios, nacionais e estrangeiros, que se encontravam em situações de perigo. Dentre os que foram socorridos por Tamandaré, em mais uma demonstração da grandeza de seu caráter, podemos citar o Próprio Imperador D. Pedro lI; o então Primeiro- Tenente Francisco Manuel Barroso, futuro Barão do Amazonas e herói de Riachuelo; e um velho negro escravo.

o incontestável prestígio que conquistou rendeu-lhe as principais homenagens que a nação brasileira poderia oferecer. A última delas, por iniciativa do Senador Maguito Vilela e decisão do Congresso Nacional, foi a inscrição de seu nome no Livro do’s Heróis da Pátria, que fica guardado no panteão localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Ao morrer, em 20 de março de 1897, Tamandaré deixou um testamento que até hoje emociona aqueles que o lêem. Nele expressou o seu último pedido:

“Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir à minha Pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva:

Aqui jaz o Velho Marinheiro.”

Por não ter sido encontrado, à época, esse precioso documento, o último
desejo do nosso Patrono só foi plenamente atendido em 17 de dezembro de 1994. Nessa data, os seus restos mortais foram depositados no panteão erguido em sua homenagem, na cidade em que nasceu, Rio Grande, após terem sido transportados do Rio de Janeiro, pela Fragata “Niterói”, navio com o mesmo nome daquele em que Tamandaré embarcou, pela primeira vez, como voluntário da Armada.

Na lápide do Panteão de Tamandaré, em Rio Grande, encontra-se escrito: “Aqui jaz o Velho Marinheiro”.

Diz-se que o melhor do Brasil é o brasileiro’. A Marinha, como não poderia deixar de ser, concorda com tal citação. Mas acrescenta, com orgulho, que um dos melhores brasileiros foi marinheiro e chama-se Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré. Meus comandados! Esse é o nosso Patrono. Iluminados pelo seu exemplo, orgulhemo-nos, também, como ele, de sermos marinheiros.

Marinheiros porque um dia, ainda jovens, estendemos o nosso braço direito e, diante da bandeira, juramos à Pátria o sacrifício da própria vida.

Marinheiros porque aprendemos, em nossas escolas de formação, o que é civismo, respeito e responsabilidade.

Marinheiros porque, quando embarcamos, entendemos que a soma do que fazemos e vivemos é sempre pelo nosso navio. Esse sentimento, ao qual chamamos de “espírito de navio”, só nós, marinheiros, sabemos o que é.

Não cultuamos o corporativismo que significa o bem de cada um protegido às custas do desmerecimento da Instituição. Mas sim aquele que significa o bem da Instituição protegido pelo merecimento de cada um, independentemente de posto ou graduação.

Vibramos a cada demonstração de competência da nossa Marinha e nos empenhamos para que isso continue a ocorrer, superando desafios e não nos deixando vencer por dificuldades conjunturais.

Pois além de sermos marinheiros, somos, antes de tudo, brasileiros, e não desistimos nunca.

Marinheiros e Fuzileiros! Tamandaré é nosso maior patrimônio. Sejamos dignos dele, demonstrando profissionalismo, dedicação, disciplina, amor à nossa Instituição e, sobretudo, ao Brasil, como fez o nosso Patrono e como sempre se fez na Marinha.